Como o Club House pode ajudar a indústria da comunicação?


Nas últimas semanas, os usuários de iPhone conheceram e muitos, mas muitos mesmo, aderiram a uma nova rede social: a Club House. Durante alguns dias, o interesse pelo novo aplicativo cresceu tanto que chegou a ultrapassar as buscas pelo TikTok, considerado o aplicativo que mais cresce em todo o mundo.


Entre 30 de janeiro e 6 de fevereiro deste, as buscas no Google pelo APP aumentaram em 525%. E embora tenha acabado de ganhar popularidade no Brasil, executivos do mercado publicitário já enxergam possibilidades da união entre marcas e a plataforma.

Para entrar, é necessário receber um convite ou submeter um nome de perfil para ficar salvo como seu e esperar que alguém da sua lista de contatos autorize a sua entrada. O login é feito pelo número do telefone celular. Uma vez aceito, você pode participar de clubes e participar de salas ativas que são exibidas na primeira página do aplicativo. No APP já é possível ouvir debates sobre posicionamentos de marcas, criação de conteúdo, cultura do cancelamento, empreendedorismo entre outros assuntos. Ativo desde março de 2020, seu diferencial é o fato de ser um “tipo de produto social baseado na voz, permitindo que pessoas em todos os lugares falem, contem histórias, desenvolvam ideias e criem amizades ao redor do mundo”, descrevem os fundadores Rohan Seth, ex-funcionário do Google, e Paul Davidson, empresário do Vale do Silício.

Seu sucesso, deve-se em grande parte à presença de nomes como Elon Musk, Mark Zuckerberg, Oprah Winfrey, Drake, Ashton Kutcher, Anitta, Luciano Huck, Boninho e demais celebridades participando de conversas.


Entretanto, o aplicativo tem desafios e eles também aparecem nas intenções de busca: um dos termos mais buscados é Android, já que o aplicativo só está disponível para iOS. O market share de Android pode chegar a até 86,3% segundo dados da StartCount.


Mas, é preciso ter calma! Ainda temos muito tempo para acompanhar seu desenvolvimento e crescimento com atenção no mercado brasileiro. O Facebook ainda é, disparadamente, a rede social mais buscada com um share of search de (pasmem) 47,8%.


No caso da indústria da comunicação, o Club House pode cumprir estratégias de humanização da marca ao se aproximar do consumidor promovendo conversas que vão além do negócio da empresa e gerar benefícios sociais.


Do lado de ouvinte, as marcas e agências podem usar o canal para obter insights criativos e em relação ao negócio. Mas é claro que precisam estar preparados para ouvir críticas também, lembrando que as salas na rede acontecem em tempo real e não há edição.


Em contra partida, redes como o Facebook e o Twitter já estão se movimentando para oferecer um produto concorrente ao Club House. Em novembro de 2020, o Twitter anunciou o Spaces, proposta semelhante, que permite a criação de salas de bate-papo por voz e abertas ao público, porém o poder de fala é moderado pelo criador do ambiente virtual. O Spaces está em fase de testes. Quem trabalha com público tem cada vez mais ferramentas e possibilidades de interação, mas é preciso estratégia e análise para saber quais são os melhores canais e quais resultados podemos alcançar.

1 visualização0 comentário

Contatos:

Estamos ON!

  • Facebook - Círculo Branco
  • Instagram - White Circle